quinta-feira, 25 de julho de 2013

Depois das crisálidas




Depois das crisálidas 
as mãos incendiadas
rasam os vôos 
da alma

    são das asas as pausas oníricas no avesso do tempo 




segunda-feira, 22 de julho de 2013

Metamorfose é todo o existir


vital
como a lambida do mar na pele adere em sal
é viver

deixar fluir
metamorfose é todo o existir

simplesmente ser

abrigam-se tantas coisas cá dentro
cá fora desvendam-se as coisas ao abrigo do sol

dizer
palavreando da vida a revisitada espuma

entre
cá fora e cá dentro
estão as chaves da água noturna
a fundura do mar e a luz do nosso olhar



sexta-feira, 5 de julho de 2013

A noite cala


A noite cala
no ventre da vida
não é mártir o meu chão

sangue e ouro
de um pretérito olho
incisivo na escuridão

sinto o teu hálito fresco
e fresca a noite que transborda
da minha respiração

e é resiliente o meu passo
subtil por entre os cárceres
leve no caminhar da paixão